Síndrome da Alienação Parental

texto de André Lubec

A Alienação Parental Provocada ocorre entre pais em desajuste ou que se separam, e envolve um movimento parcialmente consciente de preservação do sentimento de importância individual junto aos filhos, em detrimento da importância atribuída ao parceiro. O significado e a importância do papel da Mãe ou do Pai podem ficar, entre si, ameaçados no desenrolar de uma crise ou rompimento familiar, levando-os a utilizarem, junto aos filhos, subterfúgios poderosos em substituição ao diálogo e à consciência de cada um sobre a qualidade do relacionamento.

A Síndrome da Alienação Parental envolve uma ação determinada e recorrente no sentido de preservar seu papel de pai ou de mãe, utilizando para isso um ataque indefensável à parte alienada, com o objetivo de adquirir a cumplicidade dos filhos que, não obstante, serão suas maiores vítimas. Porém, o cônjuge sob alienação sofre tanto quanto seus filhos, pelo seu afastamento, sua impossibilidade de uma relação construtiva com eles, a destruição da confiança, e a mortificação de sua imagem e das perspectivas de uma relação enriquecedora entre eles.

Os efeitos do processo de Alienação Parental podem ser arrasadores para desenvolvimento e manutenção da qualidade dos vínculos familiares. E se torna mais crítico após uma separação. Seus efeitos serão mais prejudiciais quando tudo acontece de maneira velada ou não verbalizada, conduzindo o filho à impossibilidade de contextualizar e raciocinar sobre o que ele percebe, e sobre o que não percebe.

Isso acontece porque a parte alienadora utiliza linguagens subliminares que se desviam da capacidade cognitiva da criança, atingindo em cheio o seu lado emocional. Então ela registra viceralmente referências distorcidas a respeito do genitor alienado. Ela passa a rechaçá-lo de formas e intensidades diferentes, que variam do nível de suas idéias (que serão percebidas, de forma distorcida, como inadequadas ou sem valor), até a rejeição aos seus hábitos e comportamentos, seu caráter, sua imagem e sua presença.
André Lubec.

Informe-se mais sobre este assunto que é muito comum e pouco percebido como corrosivo às relações familiares. Assista e comente sobre a entrevista com a Terapeuta Familiar Dra. Marília Couri:


A Morte Inventada – trailler do documentário:


Entrevista com a  Dra. Marília Couri (Terapeuta Familiar) – TV Senado:

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