Psicoacústica

Psicoacústica – A Percepção do Som

Depois que as ondas de um som alcançam seus tímpanos, algo mágico começa.  Quando você está consciente de um som, seu ouvido e cérebro trabalham juntos na difícil tarefa de selecionar  sobre qual som prestar atenção, o que talvez o esteja emitindo, onde está localizado, se está se movendo, e muito mais.

A seguir, alguns dos importantes trabalhos de processamento que você realiza rotineiramente de forma inconsciente.


Localização de um Estímulo Auditivo:

Quando você escuta um som, pode imediatamente virar sua cabeça e ficar de frente para ele. Você, provavelmente, pode garantir isso, mas não o faria se soubesse da inacreditável quantidade de cálculos que seu cérebro faz para realizá-lo. Cientistas estão descobrindo que você constrói um modelo espacial no seu cérebro, que é atualizado constantemente, utilizando o som assim como a visão. Este processamento sonoro é muito semelhante ao dos morcegos.

Para localizar os sons nesse modelo o cérebro recolhe constantemente informações de uma variedade de fontes:

Que tipo de espaço físico você está inserido? Quando você ouve um som, ele tem uma “assinatura” que é única. Ele chega ao seu ouvido e recebe uma ‘impressão digital’ e, um milissegundo depois, uma família de outros sons que carregam a mesma assinatura chega sob a forma de reflexos. Primeiramente, eles são associados com o primeiro, que criou a assinatura, de modo que os ruídos não significativos em torno de você podem ser ignorados.

Então, calculando a direção destas chegadas atrasadas, quanto tempo eles foram atrasados e de que maneira suas assinaturas foram borradas ou distorcidas (se tornando menos precisas), então você estará apto a dizer muito sobre em que tipo de ambiente você se encontra. Por exemplo, você pode saber se você está numa pequena sala com grandes superfícies duras, Para chegar a essa conclusão, seu cérebro teve que determinar as direções do som original e a forma como ele ecoou na sala.

Isso não é realizado de maneira simples. Seu cérebro levou em consideração pelo menos 3 diferentes tipos de informação para calcular a direção. Primeiro, um ouvido escutou o som com volume alto porque sua cabeça criou uma “sombra do som” e bloqueou o ouvido para sons mais distantes. Segundo, a parte da sua orelha que se projeta  para fora de sua cabeça, modifica o som de formas específicas que dão as dicas em relação à direção de origem do som. E, por último, seu cérebro calcula a coisa da fase: quanto tempo houve de atraso entre as ondas que chegam na orelha esquerda em comparação com a orelha direita? Seu cérebro então, inconscientemente, aplica essa fórmula para o que você acabou de experimentar.

E você achou que era ruim em matemática? Nosso cérebro é muito mais sagaz e eficiente do que imaginamos, e realiza um trabalho inimaginável de cálculos em frações de segundos.

por Humphreys – Speaker Engineer of the Aperion University


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