Síndrome da Alienação Parental

texto de André Lubec

A Alienação Parental Provocada ocorre entre pais em desajuste ou que se separam, e envolve um movimento parcialmente consciente de preservação do sentimento de importância individual junto aos filhos, em detrimento da importância atribuída ao parceiro. O significado e a importância do papel da Mãe ou do Pai podem ficar, entre si, ameaçados no desenrolar de uma crise ou rompimento familiar, levando-os a utilizarem, junto aos filhos, subterfúgios poderosos em substituição ao diálogo e à consciência de cada um sobre a qualidade do relacionamento.

A Síndrome da Alienação Parental envolve uma ação determinada e recorrente no sentido de preservar seu papel de pai ou de mãe, utilizando para isso um ataque indefensável à parte alienada, com o objetivo de adquirir a cumplicidade dos filhos que, não obstante, serão suas maiores vítimas. Porém, o cônjuge sob alienação sofre tanto quanto seus filhos, pelo seu afastamento, sua impossibilidade de uma relação construtiva com eles, a destruição da confiança, e a mortificação de sua imagem e das perspectivas de uma relação enriquecedora entre eles.

Os efeitos do processo de Alienação Parental podem ser arrasadores para desenvolvimento e manutenção da qualidade dos vínculos familiares. E se torna mais crítico após uma separação. Seus efeitos serão mais prejudiciais quando tudo acontece de maneira velada ou não verbalizada, conduzindo o filho à impossibilidade de contextualizar e raciocinar sobre o que ele percebe, e sobre o que não percebe.

Isso acontece porque a parte alienadora utiliza linguagens subliminares que se desviam da capacidade cognitiva da criança, atingindo em cheio o seu lado emocional. Então ela registra viceralmente referências distorcidas a respeito do genitor alienado. Ela passa a rechaçá-lo de formas e intensidades diferentes, que variam do nível de suas idéias (que serão percebidas, de forma distorcida, como inadequadas ou sem valor), até a rejeição aos seus hábitos e comportamentos, seu caráter, sua imagem e sua presença.
André Lubec.

Informe-se mais sobre este assunto que é muito comum e pouco percebido como corrosivo às relações familiares. Assista e comente sobre a entrevista com a Terapeuta Familiar Dra. Marília Couri:


A Morte Inventada – trailler do documentário:


Entrevista com a  Dra. Marília Couri (Terapeuta Familiar) – TV Senado:

Psicoacústica

Psicoacústica – A Percepção do Som

Depois que as ondas de um som alcançam seus tímpanos, algo mágico começa.  Quando você está consciente de um som, seu ouvido e cérebro trabalham juntos na difícil tarefa de selecionar  sobre qual som prestar atenção, o que talvez o esteja emitindo, onde está localizado, se está se movendo, e muito mais.

A seguir, alguns dos importantes trabalhos de processamento que você realiza rotineiramente de forma inconsciente.


Localização de um Estímulo Auditivo:

Quando você escuta um som, pode imediatamente virar sua cabeça e ficar de frente para ele. Você, provavelmente, pode garantir isso, mas não o faria se soubesse da inacreditável quantidade de cálculos que seu cérebro faz para realizá-lo. Cientistas estão descobrindo que você constrói um modelo espacial no seu cérebro, que é atualizado constantemente, utilizando o som assim como a visão. Este processamento sonoro é muito semelhante ao dos morcegos.

Para localizar os sons nesse modelo o cérebro recolhe constantemente informações de uma variedade de fontes:

Que tipo de espaço físico você está inserido? Quando você ouve um som, ele tem uma “assinatura” que é única. Ele chega ao seu ouvido e recebe uma ‘impressão digital’ e, um milissegundo depois, uma família de outros sons que carregam a mesma assinatura chega sob a forma de reflexos. Primeiramente, eles são associados com o primeiro, que criou a assinatura, de modo que os ruídos não significativos em torno de você podem ser ignorados.

Então, calculando a direção destas chegadas atrasadas, quanto tempo eles foram atrasados e de que maneira suas assinaturas foram borradas ou distorcidas (se tornando menos precisas), então você estará apto a dizer muito sobre em que tipo de ambiente você se encontra. Por exemplo, você pode saber se você está numa pequena sala com grandes superfícies duras, Para chegar a essa conclusão, seu cérebro teve que determinar as direções do som original e a forma como ele ecoou na sala.

Isso não é realizado de maneira simples. Seu cérebro levou em consideração pelo menos 3 diferentes tipos de informação para calcular a direção. Primeiro, um ouvido escutou o som com volume alto porque sua cabeça criou uma “sombra do som” e bloqueou o ouvido para sons mais distantes. Segundo, a parte da sua orelha que se projeta  para fora de sua cabeça, modifica o som de formas específicas que dão as dicas em relação à direção de origem do som. E, por último, seu cérebro calcula a coisa da fase: quanto tempo houve de atraso entre as ondas que chegam na orelha esquerda em comparação com a orelha direita? Seu cérebro então, inconscientemente, aplica essa fórmula para o que você acabou de experimentar.

E você achou que era ruim em matemática? Nosso cérebro é muito mais sagaz e eficiente do que imaginamos, e realiza um trabalho inimaginável de cálculos em frações de segundos.

por Humphreys – Speaker Engineer of the Aperion University


O que acontece quando estamos mudando

Tudo que está fora de nós, por exemplo, a economia mundial, o clima predominante em nosso ambiente profissional, familiar e social e tudo o mais que acontece ao nosso redor pode influenciar nossas questões mais íntimas. E claro, o que acontece dentro de nós, emoções, medos, expectativas e idéias também nos influencia o tempo todo.

Existem duas manifestações básicas neste planeta vivo. Uma delas é a MUDANÇA e a outra a ESTABILIDADE. Tanto mudança quanto estabilidade são importantes em nossa trajetória de evolução, seja pessoal ou profissional.Mas o que precisamos perceber com muita lucidez é o momento certo de manter uma condição (ESTABILIDADE) e o momento certo de provocar alterações (MUDANÇA).

ESTABILIDADE significa um estado de constância ou homeostase, manutenção do equilíbrio, seja ele um equilíbrio sadio ou patológico (às vezes podemos manter uma situação não sadia em equilíbrio).

Já a manifestação da MUDANÇA conduz à perda da estabilidade ou equilíbrio. É um desvio da tendência pré-existente. Pode ser bastante incômodo num primeiro momento.

Há pessoas, e você deve conhecer alguma, que procuram manter-se sempre em ESTABILIDADE. Todo o movimento dessas pessoas as leva à manutenção de uma mesma condição já adquirida. Muitas vezes precisamos preservar de forma estável aquilo que já alcançamos. É seguro manter em equilíbrio muitas situações em nossas vidas. Principalmente se são pilares para nossa sustentação.

Mas, viver o desequilíbrio da MUDANÇA, um estado que nos tira o chão ou nos ameaça por algum tempo, pode descortinar surpresas muito interessantes. Pessoas que se lançam ao novo ou desconhecido, abrindo mão da estabilidade temporariamente podem alavancar novas idéias e acelerar sua maturidade.

Não há como pensar em caminhar sem por um momento mover um pé à frente, ficando frações de segundos em desequilíbrio, com o pé no ar. Essa é a situação a que podemos chamar de Estado Transiente.

Viver o estado transiente é uma opção típica das pessoas neófilas, ou seja, receptivas ao novo. Pode ser uma condição vivida dentro de um processo terapêutico e patrocinada pelo próprio paciente.

Quando se consegue experimentar o Estado Transiente dentro de um processo psicoterapêutico há mais chance de mudanças qualitativas e profundas. O trabalho nesse caso é conjunto e mesmo que haja alguma dor psíquica, há o continente e o suporte do psicoterapeuta. Doer sozinho é sentir em dobro.

A psicoterapia nos ajuda a ESCOLHER o que deve ficar ESTÁVEL e o que deve manter-se em MUDANÇA em nossa vida. E nos instrumentaliza para gerenciar áreas de estabilidade simultâneas a grandes mudanças. Estamos continuamente em obras.

por Christina Queiroz
Consultora, Coach e Psicóloga Clínica especializada pela FGV em Administração de Recursos Humanos; Certificação Internacional em COACHING pela ICC- International Coaching Comunity;  Especialização em Abordagem Humanistica Centrada na Pessoa; Análise de Caráter Reichiana.
Saiba mais sobre Christina Queiroz:
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